Nunca houve tanta expectativa no Brasil em torno do uso da Internet em um pleito presidencial como agora, em 2010. O principal motivo dessa euforia toda é por ser a primeira vez que a legislação eleitoral do país garante o uso amplo da Internet nas campanhas, seja por envio de e-mails em massa, seja utilizando blogs e redes sociais, sem restrições quanto à realização de debates entre candidatos na rede, sendo que antes era limitado aos candidatos apenas o uso de sites oficiais.
Durante a campanha presidencial dos EUA de 2008, Barack Obama demonstrou o poder de mobilização das pessoas na internet e a eficiência disso para fins eleitorais. Com uma rede de 750.000 voluntários, mais de 300 milhões de dólares arrecadados e páginas populares em redes sociais como o Facebook e o MySpace, o sucesso de Obama na Web passou a ser referência obrigatória para qualquer campanha eleitoral.
O número de eleitores com acesso à rede mais que dobrou desde 2006, passando para mais de 67,5 milhões de usuários. Os internautas brasileiros estão fortemente presentes nas redes sociais e a estrutura das campanhas on-line se profissionalizou - estima-se que as duas maiores custem em torno de 4 milhões e 7 milhões de reais cada uma.
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